____________________________________________________MALU:

help!

Publicado em música por malute em Julho 24, 2008

http://wildavy.wordpress.com/2007/10/30/ipatcher-for-leopard/

só por um triz

Publicado em pensamento vago por malute em Julho 24, 2008
eu sou só um você
que você não quis
e querer é coisa tão pequena
que só não sou você por um triz



marcelo camelo

Sorte de hoje:

Publicado em Uncategorized por malute em Julho 3, 2008

Você e seu(sua) companheiro(a) vão ter uma vida feliz

A Solidão Amiga _ Rubem Braga (!!!)

Publicado em literatura por malute em Julho 1, 2008

A solidão amiga

A noite chegou, o trabalho acabou, é hora de voltar para casa. Lar, doce lar? Mas a casa está escura, a televisão apagada e tudo é silêncio. Ninguém para abrir a porta, ninguém à espera. Você está só. Vem a tristeza da solidão… O que mais você deseja é não estar em solidão…

Mas deixa que eu lhe diga: sua tristeza não vem da solidão. Vem das fantasias que surgem na solidão. Lembro-me de um jovem que amava a solidão: ficar sozinho, ler, ouvir, música… Assim, aos sábados, ele se preparava para uma noite de solidão feliz. Mas bastava que ele se assentasse para que as fantasias surgissem. Cenas. De um lado, amigos em festas felizes, em meio ao falatório, os risos, a cervejinha. Aí a cena se alterava: ele, sozinho naquela sala. Com certeza ninguém estava se lembrando dele. Naquela festa feliz, quem se lembraria dele? E aí a tristeza entrava e ele não mais podia curtir a sua amiga solidão. O remédio era sair, encontrar-se com a turma para encontrar a alegria da festa. Vestia-se, saía, ia para a festa… Mas na festa ele percebia que festas reais não são iguais às festas imaginadas. Era um desencontro, uma impossibilidade de compartilhar as coisas da sua solidão… A noite estava perdida.

Faço-lhe uma sugestão: leia o livro A chama de uma vela, de Bachelard. É um dos livros mais solitários e mais bonitos que jamais li. A chama de uma vela, por oposição às luzes das lâmpadas elétricas, é sempre solitária. A chama de uma vela cria, ao seu redor, um círculo de claridade mansa que se perde nas sombras. Bachelard medita diante da chama solitária de uma vela. Ao seu redor, as sombras e o silêncio. Nenhum falatório bobo ou riso fácil para perturbar a verdade da sua alma. Lendo o livro solitário de Bachelard eu encontrei comunhão. Sempre encontro comunhão quando o leio. As grandes comunhões não acontecem em meio aos risos da festa. Elas acontecem, paradoxalmente, na ausência do outro. Quem ama sabe disso. É precisamente na ausência que a proximidade é maior. Bachelard, ausente: eu o abracei agradecido por ele assim me entender tão bem. Como ele observa, “parece que há em nós cantos sombrios que toleram apenas uma luz bruxoleante. Um coração sensível gosta de valores frágeis“. A vela solitária de Bachelard iluminou meus cantos sombrios, fez-me ver os objetos que se escondem quando há mais gente na cena. E ele faz uma pergunta que julgo fundamental e que proponho a você, como motivo de meditação: “Como se comporta a Sua Solidão?“ Minha solidão? Há uma solidão que é minha, diferente das solidões dos outros? A solidão se comporta? Se a minha solidão se comporta, ela não é apenas uma realidade bruta e morta. Ela tem vida.

Entre as muitas coisas profundas que Sartre disse, essa é a que mais amo: “Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você.“ Pare. Leia de novo. E pense. Você lamenta essa maldade que a vida está fazendo com você, a solidão. Se Sartre está certo, essa maldade pode ser o lugar onde você vai plantar o seu jardim.

Como é que a sua solidão se comporta? Ou, talvez, dando um giro na pergunta: Como você se comporta com a sua solidão? O que é que você está fazendo com a sua solidão? Quando você a lamenta, você está dizendo que gostaria de se livrar dela, que ela é um sofrimento, uma doença, uma inimiga… Aprenda isso: as coisas são os nomes que lhe damos. Se chamo minha solidão de inimiga, ela será minha inimiga. Mas será possível chamá-la de amiga? Drummond acha que sim:

“Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.!“

Nietzsche também tinha a solidão como sua companheira. Sozinho, doente, tinha enxaquecas terríveis que duravam três dias e o deixavam cego. Ele tirava suas alegrias de longas caminhadas pelas montanhas, da música e de uns poucos livros que ele amava. Eis aí três companheiras maravilhosas! Vejo, frequentemente, pessoas que caminham por razões da saúde. Incapazes de caminhar sozinhas, vão aos pares, aos bandos. E vão falando, falando, sem ver o mundo maravilhoso que as cerca. Falam porque não suportariam caminhar sozinhas. E, por isso mesmo, perdem a maior alegria das caminhadas, que é a alegria de estar em comunhão com a natureza. Elas não vêem as árvores, nem as flores, nem as nuvens e nem sentem o vento. Que troca infeliz! Trocam as vozes do silêncio pelo falatório vulgar. Se estivessem a sós com a natureza, em silêncio, sua solidão tornaria possível que elas ouvissem o que a natureza tem a dizer. O estar juntos não quer dizer comunhão. O estar juntos, frequentemente, é uma forma terrível de solidão, um artifício para evitar o contato conosco mesmos. Sartre chegou ao ponto de dizer que “o inferno é o outro.“ Sobre isso, quem sabe, conversaremos outro dia… Mas, voltando a Nietzsche, eis o que ele escreveu sobre a sua solidão:

“Ó solidão! Solidão, meu lar!… Tua voz – ela me fala com ternura e felicidade! Não discutimos, não queixamos e muitas vezes caminhamos juntos através de portas abertas. Pois onde quer que estás, ali as coisas são abertas e luminosas. E até mesmo as horas caminham com pés saltitantes.

Ali as palavras e os tempos
poemas de todo o ser se abrem diante de mim. Ali todo ser deseja transformar-se em palavra, e toda mudança pede para aprender de mim a falar.“

E o Vinícius? Você se lembra do seu poema O operário em construção? Vivia o operário em meio a muita gente, trabalhando, falando. E enquanto ele trabalhava e falava ele nada via, nada compreendia. Mas aconteceu que, “certo dia, à mesa, ao cortar o pão, o operário foi tomado de uma súbita emoção ao constatar assombrado que tudo naquela casa – garrafa, prato, facão – era ele que os fazia, ele, um humilde operário, um operário em construção (…) Ah! Homens de pensamento, não sabereis nunca o quando aquele humilde operário soube naquele momento! Naquela casa vazia que ele mesmo levantara, um mundo novo nascia de que nem sequer suspeitava. O operário emocionado olhou sua própria mão, sua rude mão de operário, e olhando bem para ela teve um segundo a impressão de que não havia no mundo coisa que fosse mais bela. Foi dentro da compreensão desse instante solitário que, tal sua construção, cresceu também o operário. (…) E o operário adquiriu uma nova dimensão: a dimensão da poesia.“

Rainer Maria Rilke, um dos poetas mais solitários e densos que conheço, disse o seguinte: “As obras de arte são de uma solidão infinita.“ É na solidão que elas são geradas. Foi na casa vazia, num momento solitário, que o operário viu o mundo pela primeira vez e se transformou em poeta.

E me lembro também de Cecília Meireles, tão lindamente descrita por Drummond:

“…Não me parecia criatura inquestionavelmente real; e por mais que aferisse os traços positivos de sua presença entre nós, marcada por gestos de cortesia e sociabilidade, restava-me a impressão de que ela não estava onde nós a víamos… Distância, exílio e viagem transpareciam no seu sorriso benevolente? Por onde erraria a verdadeira Cecília…“

Sim, lá estava ela delicadamente entre os outros, participando de um jogo de relações gregárias que a delicadeza a obrigava a jogar. Mas a verdadeira Cecília estava longe, muito longe, num lugar onde ela estava irremediavelmente sozinha.

O primeiro filósofo que li, o dinamarquês Soeren Kiekeggard, um solitário que me faz companhia até hoje, observou que o início da infelicidade humana se encontra na comparação. Experimentei isso em minha própria carne. Foi quando eu, menino caipira de uma cidadezinha do interior de Minas, me mudei para o Rio de Janeiro, que conheci a infelicidade. Comparei-me com eles: cariocas, espertos, bem falantes, ricos. Eu diferente, sotaque ridículo, gaguejando de vergonha, pobre: entre eles eu não passava de um patinho feio que os outros se compraziam em bicar. Nunca fui convidado a ir à casa de qualquer um deles. Nunca convidei nenhum deles a ir à minha casa. Eu não me atreveria. Conheci, então, a solidão. A solidão de ser diferente. E sofri muito. E nem sequer me atrevi a compartilhar com meus pais esse meu sofrimento. Seria inútil. Eles não compreenderiam. E mesmo que compreendessem, eles nada podiam fazer. Assim, tive de sofrer a minha solidão duas vezes sozinho. Mas foi nela que se formou aquele que sou hoje. As caminhadas pelo deserto me fizeram forte. Aprendi a cuidar de mim mesmo. E aprendi a buscar as coisas que, para mim, solitário, faziam sentido. Como, por exemplo, a música clássica, a beleza que torna alegre a minha solidão…

A sua infelicidade com a solidão: não se deriva ela, em parte, das comparações? Você compara a cena de você, só, na casa vazia, com a cena (fantasiada ) dos outros, em celebrações cheias de risos… Essa comparação é destrutiva porque nasce da inveja. Sofra a dor real da solidão porque a solidão dói. Dói uma dor da qual pode nascer a beleza. Mas não sofra a dor da comparação. Ela não é verdadeira.

Mas essa conversa não acabou: vou falar depois sobre os companheiros que fazem minha solidão feliz.

(Correio Popular, 30/06/2002)

Publicado em literatura por malute em Julho 1, 2008

“Minas não palavra montanhosa, palavra abissal. Minas dentro e fundo. As montanhas escondem o que Minas. Ninguem sabe Minas. Só mineiros sabem e não dizem nem a si mesmos o irrevelável segredo chamado Minas.

Fiquei com saudade de um mundo que perdi (por culpa própria): o mundo do tempo comprido, arrastado (os paulistas ficam aflitos ouvindo a fala vagarosa e cantada dos mineiros….); dos móveis feitos a golpes de enxó, orgulhosos de sua rusticidade; das crianças de pés descalços na enxurrada; do cheiro dos cavalos suados; do frango com quiabo, angu e pimenta; do caldo de “ora-pro-nobis” com fubá; do café na canequinha de folha; da cadeira de vime à porta de casa; na rua, meninada brincando; meu pai fumando cachimbo; do banho de cachoeira; sobretudo, saudades do Mar de Minas.

O Mar de Minas não é no mar
O Mar de Minas é no céu
Pro mundo olhar para cima e navegar
Sem nunca ter um porto aonde chegar…
Que coisa mais louca: uma Maria Fumaca resfolegando e apitando sob o mar infinito.
Minas Gerais assim: misterio..

(…)
Por: Rubem Alves / Cenas da vida.

proudness!

Publicado em projeto por malute em Junho 30, 2008

AVALIAÇÃO DO RELATÓRIO FINAL

Nº do Pedido:   07  / 060
TÍTULO DA PESQUISA: Som, imagem, movimento: a dança da manipulação em tempo real
Nome do Orientador: Marcus Bastos
Nome do  Aluno: Maria Luiza Teodoro


Emissão de Parecer (se necessário, indicar sugestão)

É surpreendente e gratificante encontrar um trabalho de IC tão bem resolvido em termos de design e conteúdo.
Desde o projeto observou-se a capacidade de pesquisa da aluna, que é comprovada pelo volume entregue, que é digno de integrar o acervo da biblioteca, pois confere ao texto pioneirismo no tema da pesquisa. Houve bastante empenho dela no sentido de localizar fontes bibliográficas e do campo, que dessem suporte ao resultado final aqui apresentado.
A aluna merece congratulações por tal feito.
É interessante que o design proposto não foi fator de chamariz para que se pudesse saltar os problemas do texto.
Pelo contrário, há uma grande unidade entre ambos.
O material entregue (relatório científico) poderia sem dúvida converter-se em uma publicação inédita sobre Vjing no Brasil, desde que não há publicações na nossa língua.
Justamente por isso, caso o trabalho tome rumos definitivos com vias à publicação, é que se elencará alguns pequenos problemas que, no âmbito da  iniciação científica não interferem na observação que se faça da obra, mas que, para um caminho distribuído, podem votar contra.
A primeira observação é que não consta um item de conclusão do relatório científico, sendo o texto concluído quando se tinha material para um posicionamento da autora a título de conclusão.
Outra observação importante é que, por várias vezes, é feito algum tipo de comparação entre a atividade de VJ e a performance, todavia, tanto o conceito de performance parece pouco claro, quanto não há bibliografia pesquisada pela aluna que a fundamente sobre o assunto. Ainda, há certas contradições, pois em momentos se encontra no texto a idéia de que Vjing é perfomance, em outras a performance é colocada em paralelo ao Vjing.
Não fica claro, por exemplo, o papel do grupo Bijari com relação ao Vjing, bem como  a relação entre a atuação de Peter Greenaway no vídeo em tempo real e a instalação no exemplo dado. Essa clareza responderia à primeira pergunta do problema que consta no projeto original. Essa resposta seria conteúdo de conclusão.
Outro termo que não ficou claro, e que parecia merecer uma explicação, até para poder dirigir a conclusão, é o Remix. Esse pode ser um caminho de evolução do atual estado da pesquisa.
Na página 59 há uma informação equivocada: O sintetizador de vídeo foi criado não por Paik, mas por ele em conjunto com Abe, dai o nome “PaikAbe”. Também o Fluxus, pelas suas características essenciais, não pode ser considerado um grupo, embora a maioria dos textos assim o trate. Convém examinar os textos de Maciunas a esse respeito.
A página 55 pecou no design, pois ficou impossível a leitura do vermelho sobre preto.
O nome do grupo Cabaret Voltaire está escrito errado (Valtaire).
Não foi localizado o índice de ilustrações, que deve constar em todo o trabalho acadêmico.
Encontrou-se uns poucos erros de digitação e falta de acentuação, bem como frases que mereceriam uma segunda escrita.
Também não foi localizado o resumo, conforme a normativa da Consultec, e que é usado para o encontro de IC.

Apesar das observações lançadas, e que foram feitas porque se espera que esse trabalho possa ir à público, faz necessário acrescentar que a leitura foi prazerosa, informativa e que fez ver como pode ser superior um trabalho de iniciação científica, com ralação ao ineditismo. Recomenda-se que, para o encontro de IC, a aluna disponibilize o volume para exame daqueles que visitarem seu pôster, dada a alta qualidade gráfica.
Assim posto, considero o relatório aprovado com mérito.

Avaliação do Relatório Individual:
( x  ) Muito Bom     (   ) Bom     (   ) Regular   (   ) Insatisfatório

Resultado da Avaliação do Relatório:
(  x ) Aprovado
(   ) Retornar ao autor para complementação/reformulação
(   ) Não Aprovado

Recomenda que o relatório final seja publicado na biblioteca da PUCSP para consultas local, nacional ou internacional.
(  x ) sim         (   ) não

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Publicado em foto por malute em Junho 30, 2008

Butterflies all havin’ fun, you know how WE feel

Publicado em música por malute em Junho 29, 2008

Nina Simone_Feeling Good

Michel Bublé_Feeling Good

Nina Simone_I Put a Spell on You

Put a spell on you, ’cause you’re mine
Better stop the things you do, Oh I ain’t lying
No I’m not lying
You know I can’t stand it, you’re running around
You know better, Daddy, ohhhhhh

You’re putting me down, and you know I can’t stand it
You’re running around, You know better Daddy, ohhhhh

Put a spell on you, ’cause you’re mine
You better stop the things you do
No I’m not lying, no I’m not lying, no.

I don’t care if you don’t want me, I’m yours right now
You know I can’t stand it baby
You don’t want me, I’m yours right now

Put a spell on you, ’cause you’re mine
You better stop the things you do
‘Cause I ain’t lying, Oh I’m not lying no.

Put a spell on you, ’cause you’re mine
You better stop the things you do
You better stop the things, stop the things that you do
Spell on you, ’cause you’re mine
Better stop the things you do
No I am not lying

Mammon

Publicado em video por malute em Junho 29, 2008

Mammon

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Mammon de Collin de Plancy

Mammon (pt: Mamon) é o ídolo pagão citado no Novo Testamento para descrever o culto a riqueza, a avareza e o ganho material. É também o representante de um dos sete pecados capitais, logicamente a “avareza”. Mammon também é citado no filme “Constantine“. No longa, Mammon aparece com o filho do “demônio” que com a ajuda do anjo Gabriel quer dominar o mundo. Mammon aparece em lenda num dos evangelhos que não entraram na Bíblia. Diz-se que Mammon é o filho do Diabo e que será ele a trazer o apocalipse para a terra quando com a ajuda divina será trazido ao mundo dos mortais.

Publicado em cotidiano, selfish por malute em Junho 29, 2008