____________________________________________________MALU:

memória, brisa, encontro.

Publicado em Viagem, foto, memória por malute em Abril 30, 2008

As Cidades | Mariana Waldow

Publicado em TCC, VJ, projeto, urbana por malute em Abril 30, 2008

As cidades poderiam ser coloridas.

A burocracia poderia permitir cores. tintas. artes.

A cidade se afunda em cinza.

Em sujo.

Em triste.

As expressões estão incolores.

As almas definham

As drogas agitam e consolam. O homem está fraco.

Cinza.

O ser humano virou um hamburguer.

A roupa tridimensional que vestimos não mais significa algo profundo.

O anti-homem virou um modelo louvável.

As cidades ignoram as cachoeiras.

O dinheiro ganhou o poder da água.

Os hospitais estão lotados, o homem adoece.

O planeta explode com seis milhões sobre si

A pobreza berra.

A gordura aumenta.

A depressão, o stress, o alcoolismo: gripes contemporâneas.

O homem não vê ligação. Unidade.

A mulher vê igual.

O corpo fala, e fala alto.

Os corpos não falam coisas felizes nas grandes cidades.

O todo não está tudo.

O corpo é um veículo sagrado.

Não estamos entendendo nada.

Don’t you go anywhere!

Publicado em quadrinhos por malute em Abril 30, 2008

filme…

Publicado em festivais, projeto, video por malute em Abril 30, 2008

… uma boa ação.
… a melhor parte do dia.
… o que lhe faz sorrir.
… uma pessoa inspiradora.

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the sell fishes of the fish market

Publicado em Citação, foto, pensamento vago por malute em Abril 29, 2008


Mas quando você estatela pelas arestas do fosso, e quando a sua espinha já se triturou em farinha e quando o seu osso do nariz ou cartilagem ou o que seja aquilo atravessa sua face e perfura o seu cérebro e suas órbitas oculares já explodiram há muitos minutos a certeza de que você não é um vazio mas sim uma pilha de coisas, um amontoado de carne e frustração e ódio, só te faz lembrar que naquele álbum com capa de couro e etiquetas da mamãe você não vai aparecer. Porque você nunca vai se anular como os castelos na praia cinzenta.

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eu sou uma pergunta

Publicado em Citação, Coisas que nenhuma tag pode descrever, pensamento vago por malute em Abril 29, 2008

c nao ta bem?
to afim de me deitar…
e vc tah bem?
eu to dum jeito que eu gosto de estar
produtiva textualmente?
nao exatamente

As vezes algumas coisas me fazem pensar em várias coisas. me deixam mais aberta pra sentir coisas que nao é sempre que estou. gostaria que fosse assim mais frequentemente, como ja foi. acontece que pra ficar assim é preciso estar parcialmente triste, nao totalmente pq qdo eu to totalmente triste eu nao estou consciente. é preciso uma tristeza, misturada com satisfaçao, com vontade que o dia termine logo e com vontade que ele seja eterno isso tudo somando 50% e o outros 50% é de consciencia. antigamente isso me ocorria mais, eu tinha mais desses momentos, nao sei pq hoje é tao raro. ou nao tenho tempo mais pra sentir muita coisa ou a tristeza diminuiu. ou os dois. alguem tem uma sugestao do pq? as fases da vida passam e nem nos demos conta. é como a informacao nos dias de hoje, nao sobra tempo pra reflexao. e ficamos preocupados em explicar, pq o resultado é o que importa. eu nao to tentando explicar nada.. nao quero explicar nada.. nao quero entender nada.. como diz clarice, viver ultrapassa todo o entendimento.

dia chato tem seu lado bom.

||dos resultados de ser bicho do mato||

Publicado em Coisas que nenhuma tag pode descrever, pensamento vago por malute em Abril 28, 2008

Não foi por mal, se fosse pra contar, voce seria o primeiro. Eu sei que voce nem reprovaria, nem contaria para todo mundo! Mas o problema é comigo mesma, eu me sinto exposta, mesmo que tenha aparecido lá pra desconhecidos. Quando é pra conhecidos, ou pra super-conhecidos, como voce, a coisa se complica. Eu nao devia ter vergonha, nao ha nada mal nisso! É até uma coisa boa! mas eu nao sou boa em auto-promocao, ou coisa do tipo. Voce mesmo ja disse que eu falo pouco de mim e sobre minhas coisas. Eu sempre fui assim e nao sei se vou conseguir mudar. apesar disso, eu te conto muita coisa sobre mim e gosto de contar. E vou continuar contando o que sempre contei e contar também essas outras coisas que me “expoem”. Eu gosto de romper ou tentar romper limites/barreiras/dificuldades, mas quando esses nao sao em mim.

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vazio aqui na direita

Publicado em foto por malute em Abril 22, 2008

sempre que eu ia na casa da Shirley olhava essas estatuetas. Sao simplese e expressivas. é difícil fazer algo assim hoje em dia. ou sempre foi? a gente tende a achar que o atual é sempre mais complexo: egoismo? as coisas mais expressivas (entra aqui pintura, musica, fotografia, video, sentimentos) sao as que expressam coisas boas, e as coisas boas sao simples. pq as ruins dependem muito de pessoa pra pessoa, mas as boas sao universais. a paz, amizade, amor e até a saudade sao coisas que a maioria das pessoa sente da mesma forma, só varia a intensidade. acho que dá pra tentar fazer coisas que passem esse sentimento bom. se voce tem alguma inquietacao, precisa mesmo colocar pra fora? as vezes as pessoas expressam coisas ruins como forma de tentar se livrar daquilo logo. é melhor que tenha um sentimento triste que nao tenha algum. Pois o vazio é o pior dos sentidos. (eu queria ir pra europa num jatinho!) As vezes colocamos culpa em alguma coisa que nao tem nada a ver com a história só pra nao se sentir ainda mais culpado. as estatuetas têm um ar de confidentes. é dificil alguem que seja tao confidente em potencial, que escute o outro como essa estatueta, e que se contamine com o sentimento do outro (pode ver: uma contou um segredo p outra, e essa ficou sentindo a mesma coisa que a primeira sentiu). e isso é uma coisa muito forte: contaminar o mundo (mesmo que este seja uma pessoa só, voce) de sentimentos bons, de preferencia. eu queria ser um estueta de ferro.

contabilizando meus kilometros deixados pra trás..

Publicado em Viagem, pensamento vago por malute em Abril 22, 2008

Parece que tem uma neblina bem forte na frente das lembranças. nao sei se é pq foi ha muito tempo, ou pq foram muitos lugares, muitas experiencias, muitas pessoas num curto espaço de tempo. mesmo com poucas lembrancas, fortemente recomendo uma viagem desse tipo. é menos uma viagem pra conhecer o continente e mais uma viagem interna para dentro de si, de alto-conhecimento e busca pessoal. isso parece um pouco frase de auto-ajuda, né? mas queira ou nao todo mundo procura uma certa paz e estabilidade pessoal. se a pessoa nao se conhece, fica dificil alcançar isso. no dia-a-dia, tao cheia de afazeres, nao sobra tempo para o auto-conhecimento, e eu fico meio perdida, com um caos gigantesco dentro de mim. alguns chamam isso de stress. em mim o stress acontece quando eu fico muito tempo dedicada a outras coisas que nao sao eu. eu sei que hoje em dia é preciso trabalhar muito e sem 1000 pra ser alguem. mas sinto falta de ficar comigo e só comigo. é por isso que eu quero sempre viajar. e tem varios tipos de viagem: com namorado, com familia ou sozinha. cada uma tem suas vantagens e todas sao necessárias.

dica1: os amyr klink escreve algumas coisa desse tipo, sobre viagens à terra e à si. nunca li nada dele.

dica2: acho que julio verne também via na mesma pegada, tambem nao sei, comecei a ler a volta ao mundo em 80 dias e até onde cheguei nao tinha nada sobre isso. desisti.

dica3: na livraria da reserva cultural tem um livro que parece interessante sobre viagens. é mais como um diário de um cara pela am. do sul.

milan-madrid 740 miles (1191 km)
madrid-barcelona 309 miles (498 km)
barcelona-reus 100km 66 miles (106 Km)
reus-edinburgh 1040 miles (1673 km)
edinburgh-dublin 213 miles (343 km)
dublin-london 291 miles (469 km)
london-paris 213 miles (343 km)
paris-den haag 232 miles (373 km)
den haag-amsterdan 35 miles (56 km)
amsterdan-belin 358 miles (576 km)
berlin-potsdam 18 miles (29km)
potsdam-berlin 18 miles (29km)
berlin-munich 313 miles (503 km)
+400km – para os alpes na fronteira da austria
munich-firenze
firenze-veneza
veneza-roma 246 miles (395 km)
roma-napoles 119 miles (192 km)
napolesi-roma 119 miles (192 km)
roma-milan 303 miles (487 km)

total> 7855km sem munique-florenca-veneza

macubista>>>

me falaram ha um tempo que quanto mais velhas somos, mais exigentes nos tornamos. Comigo acho que nao acontece desse jeito. Quando era mais nova era toda cheia de querer ser radicalzinha e agora, quanto mais velha, mais sussa e calma eu fico. Aceito mais as pessoas como sao, nao tento mais mudá-las, se nao me agradam simplesmenete saio de perto. Sei que as vezes acabo mudando, mas nao é meu interesse mais. Cada um é cada um, uma coisa é uma coisa outra coisa é outra coisa. até nesse lance de querer fazer tudo ao mesmo tempo eu ja melhorei. será que isso é ansiedade? de que? da vida? enfim, com vc eu sou mais paciente, voce é muito diferente de mim mas hoje eu posso aceitar isso mais fácil. se fosse antigamente talvez eu nao aguentasse, e seria muito menos paciente. Voce tambem me ajudou a mudar isso. É bom pra mim, é bom pra voce!

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